Um pouco da história

1º Pedal das Águas - 07/12/2014

 

2º Pedal das Águas - 06/12/2015

 

3º Pedal das Águas - 04/12/2016

 

Erechim

 

Inicialmente chamado de Paiol Grande e depois, sucessivamente, de Boa Vista, Boa Vista de Erechim, José Bonifácio e, finalmente, Erechim, como muitos outros povoados do Brasil, Erechim surgiu à margem da estrada de ferro. No caso, a estrada de ferro que ligava o Rio Grande do Sul a São Paulo.
Colonizado basicamente por imigrantes de origem polonesa, italiana e alemã, o povoado formou-se em 1908 à margem e arredores da estrada de ferro. Foi neste ano que 36 pioneiros, entre imigrantes europeus e outros vindos das terras velhas (Caxias do Sul), vieram pela estrada de ferro e habitaram o lugar, que logo tornou-se um Distrito de Passo Fundo.

Cidade que já foi conhecida como a Capital do Trigo devido ao alto volume de grãos produzidos na agricultura, hoje Erechim é tida como a Capital da Amizade. A origem do nome de Erechim remete aos antigos habitantes indígenas da região. Erechim significa "Campo Pequeno", provavelmente porque os campos da região eram cercados por florestas.

Gaurama

 

Gaurama é um município do interior do estado brasileiro do Rio Grande do Sul. Localiza-se no norte do Estado, na Microrregião de Erechim e Mesorregião do Noroeste Rio-Grandense. Foi criado em 1954 e instalado em 1955, com área total de 204,15 km².

A partir de 1910 os caminhos de ferro foram transportadores de histórias de vidas, de sonhos de enriquecimento e da busca de terras, e a estação passou a ser o ponto de chegada e de partida daquela movimentação humana. Os que primeiro aportaram na região de Barro foram atraídos justamente pela possibilidade de trabalho na construção da ferrovia São Paulo – Rio Grande, por volta de 1907.

Em princípios de 1953, o distrito de Gaurama possuía 8.489 habitantes e duas indústrias frigoríficas de abrangência regional. Em 29 de março daquele ano, a Comissão Provisória, constituída para iniciar o processo de reivindicação da emancipação, definiu sua direção executiva e diversas comissões. A verificação dos nomes que comporiam tais comissões  demonstra seu caráter multipartidário, tendo sido, até melhor juízo, o único momento da história de Barro-Gaurama em que uma ação política configurou-se dessa forma, mesmo que alguns membros de agremiações não tivessem apoiado o acordo entre os partidos.

Viadutos

 

No ano de 1889, o imperador Dom Pedro II concedeu ao engenheiro João Teixeira Soares, a concessão para construir uma ferrovia que teria fundamental importância para a região do Alto Uruguai (RS), a estrada de ferro São Paulo - Rio Grande. A ferrovia de São Paulo – Rio Grande do Sul é uma ferrovia muito longa, de 1.403 km, partindo da cidade de Itararé (SP), passando pelo Paraná, Santa Catarina até atingir o Estado gaúcho, pela região norte, de onde iria terminar em Santa Maria (RS). A estrada de ferro foi à grande responsável pelo nascimento, bem como pelo desenvolvimento de muitos municípios da região Alto Uruguai. 

O povoado de Viadutos teve início em meados de 1908 com os operários que trabalhavam na construção da ferrovia e que foram gradativamente se estabelecendo às margens da estrada de ferro e, consequentemente, formando o núcleo de moradores do povoado.  

 

A Origem do nome

 

A versão para a origem do nome do município se explica pelo fato de que muitos ferroviários que construíram o trecho da ferrovia que liga Gaurama até o local, denominaram o povoado de Viadutos, devido aos vários viadutos existentes em consequência da declividade e dos vales da região. O término da construção da ferrovia, em setembro de 1910, aumentou o fluxo migratório. Além de índios e caboclos que já habitavam o local, chegaram levas de imigrantes italianos - estes em maior número e oriundos das Colônias Velhas -, alemães, poloneses, russos, ucranianos, suecos entre outros.  

A Estação de Viadutos foi inaugurada no dia 25 de outubro de 1910 pela Cie. Auxiliaire Chemins de Fer au Brésil, empresa belga que tinha a concessão para construir a ferrovia na região do Alto Uruguai. Por volta de 1910, já surgiram às primeiras casas comerciais para atender as necessidades dessa população.

Em Viadutos, acontece todos os anos a Festa Nacional do Boi Recheado, atrativo culinário e turístico para toda a região.

Marcelino Ramos

 

O município de Marcelino Ramos esta localizado na região norte do Estado do Rio Grande do Sul, na divisa com o Estado de Santa Catarina, com uma população estimada em 5.372 habitantes. Sua população constitui-se em uma considerável miscigenação de etnias que colonizaram a região a partir do inicio do século XX,  com destaque para os imigrantes e descendentes de imigrantes italianos, alemães, poloneses e lusos. A pluralidade étnica e cultural de seu povo remete-se a condição geográfica do município,  sendo esta uma cidade de fronteira, denominada por muitos como a "Porteira do Rio Grande".

Historicamente, o desenvolvimento do município está associado a construção e efetivação da malha ferroviária que, por longo período significou o único elo de ligação entre Estado do Rio Grande do Sul com restante do país, através da ponte férrea sobre Rio Pelotas, inaugurada em 1913. Todos os viajantes que rumaram para o Estado, naquele período, visualizavam Marcelino Ramos como o primeiro povoado gaúcho.  A ferrovia foi responsável pelo considerável crescimento populacional, pela fortificação do comércio local, pelo desenvolvimento de indústrias, pelo processo de urbanização e pelo notável investimento educacional.  Esta soma de diversos segmentos sociais dinamizados, resultou no processo de emancipação do município em 1945.

Atualmente, Marcelino Ramos consolida-se como referencial histórico-cultural fruto de todo um legado histórico deixado pela ferrovia que, visualiza-se nos trilhos do trem por onde hoje desfila a saudosa maria-fumaça, para deleite dos olhos de todos, além das complexas construções perceptíveis ao olhar dos passantes.

Além deste patrimônio histórico-cultural, Marcelino Ramos possui um invejável potencial paisagístico, em que seus vales, rios e montanhas esculpem belíssimas paisagens que provocam encantamento.

Seu processo histórico e sua inconfundível beleza geográfica motivaram o  desenvolvimento de atividades turísticas. Em Marcelino Ramos o  turismo consolidou-se como um importante segmento econômico do município sendo, consideravelmente, viável. Dentre as atividades turísticas destaca-se o Balneário de Águas Termais,  Turismo Rural, Turismo Náutico, Turismo Religioso, Turismo Gastronômico, Turismo de Eventos e Turismo Aventura.  Além do turismo, a agricultura familiar perpetua-se como uma importante fonte de renda para Marcelino Ramos, solidificando sua produção na diversidade de produtos agrícolas, em que se destaca a produção de laranja e gado leiteiro.

Em meio a todas estas potencialidades, e estes consideráveis investimentos, Marcelino Ramos consolida-se como um município prospero, que almeja um futuro promissor e constrói, dia-a-dia, um presente digno e solidário.

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